A companhia paulistana Nósláemcasa faz um jogo de improvisações usando o Tai Chi Pai Lin no Palco de Arte
O diálogo do movimento sonoro com o movimento dançado é a proposta do espetáculo “Estudo para Uma Dança”, da Companhia Nósláemcasa, de São Paulo, em cartaz, em única apresentação, amanhã (6), às 20h30, no Palco de Arte de Uberlândia.
Além do duo entre a dançarina Patrícia Werneck e o instrumentista Celso Nascimento, o público terá acesso a um bate-papo com os profissionais, a uma exposição de fotos e uma oficina de musicalidade corporal. A entrada é um 1 kg de alimento não perecível que será doado para o Hospital do Câncer.
Em cena, instrumentos de percussão e de corda executados ao vivo por Celso Nascimento alimentam os movimentos de Patrícia Werneck e vive-versa, em um jogo de improvisação.
“Um alimenta o outro, não há hierarquia. E mesmo tendo um roteiro, eu não sei exatamente o que ele vai tocar e nem ele o que eu vou dançar”, disse Patrícia.
A dança é baseada na prática do Tai Chi Pai Lin - exercício integrado da medicina tradicional chinesa. “Trabalha a energia, como estar mais disponível. Na verdade, eu e o Celso somos apenas um meio para as coisas acontecerem”, afirmou.
Segundo Celso Nascimento, a música é tocada ao vivo em instrumentos de percussão como metalfones, tinideiras, kalimbas, uduh e vasos metálicos comprados em uma casa de decoração.
“Faço uma combinação harmônica, melódica e rítmica e termino com o violão”, disse o músico com 36 anos de carreira, 27 deles ligados a dança.
Síntese de espetáculos
“Estudo para uma Dança" nasceu em 2004 pela necessidade de uma criação cênica que fizesse a síntese de outros espetáculos da Companhia Nósláemcasa.
Desde o solo "Uma Dança", passando pelo projeto "Escuta que Dança" e os espetáculos "Valsa Crua" e "Cinco". “A gente quis ir mais fundo nessa relação entre dança e música”, disse Patrícia.
Segundo ela, o espetáculo circulou, desde 2008, por 14 cidades em quatro estados, somando 22 apresentações. Dessa vez, a dupla inicia uma temporada por Uberlândia e outras 10 cidades de Minas Gerais e São Paulo, por meio do Prêmio Funarte de Dança Klauss Viana 2009.
“Uma espetáculo geralmente estreia e para por aí. Essa questão de se manter é que faz o trabalho fortificar e ganhar curso”, disse a dançarina.